ESCREVER PORQUE A MENTE DE REPENTE TRANSBORDA E AS PALAVRAS TRADUZEM A INQUIETAÇÃO OU QUIETAM O CÉREBRO.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Porque o vento sopra
Após as rotações trazerem longos solstícios de inverno,
Inúmeras horas de residência no inferno,
As translações deixaram no passado as marcas das ventanias,
Agora brisas, sorrisos, Você e alegrias.
Enfim, das fortes pressões internas e externas,
Da radiação agressiva de muitas lembranças,
Veio a umidade facial e, desta vez, com ela
A compreensão de um mundo e outro na tela!
(...)
A rotação acumulada enfim gerou progresso,
Mas a tua companhia ainda peço.
Outra translação se completou
E a saudade aumentou.
Assim viverei, contigo presente,
Sempre incólume em minha mente.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Rabiscos do Carnaval
Os desenhos que me fiz em dias tão distintos,
Nenhum foi por acaso,
Todos carregam vasto sentido.
Rostos são poucos,
Alguns reproduzem até uma foto 3X4 ampliada num quadro
pendurado na melhor parede da sala principal da casa;Outros me acompanham até nos sonhos, quando dizem que a mente é liberta e somos mais nós porque não temos mais consciência repressiva;
Poucos, mas todos imprescindíveis para o dia seguinte e, entre eles, há um inconcluso, apenas riscos de uma história que poderia ter sido real.
Enfim, desenhos de vida para acompanhar a construção contínua de um Eu.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Recado para os amigos
Antes de voltar para casa eu viverei.
Passearei pela XV sem horário marcado e verei vidas enquanto 2011 terminal respira com os dias contados. Olharei cenas impensadas e tão repletas de verdade que dará enorme vontade de encená-las. Fotografarei aquele estranho plenamente realizado empurrando sua bicicleta com uma garrafa de sidra bem presa na garupa! E antes que o fôlego acabe, tenho que gritar tão alto que minha voz seja ouvida em toda Curitiba, em alguns espaços de Guarapuava, Santa Maria do Oeste, Pitanga, Iretama, Londrina e ainda Mato Grosso, Rondônia, Minas Gerais, como também em outros pontos marcados em Portugal, Itália, França e, óbvio, no Céu: ainda há tempo para viver!!!!!!!!! Feliz Natal, sonhos realizados e outros tantos para impulsionar vontade de vida!!!!
sábado, 19 de novembro de 2011
Curitiba cresce enquanto as pessoas mudam e alguém enlouquece.
Sobre a manta asfáltica veículos se acumulam e
Sobre sonhos congestinados outros pululam.
No céu as nuvens não têm pressa.
Na terra, hoje, o tempo não passa,
Enquanto o relógio, indiferente, não descansa.
Mas tudo é só por agora.
Só, na vitrine bem iluminada do agora!
Sobre sonhos congestinados outros pululam.
No céu as nuvens não têm pressa.
Na terra, hoje, o tempo não passa,
Enquanto o relógio, indiferente, não descansa.
Mas tudo é só por agora.
Só, na vitrine bem iluminada do agora!
domingo, 23 de outubro de 2011
MUDAR, ar estranho em dias inéditos
Mudar: substituir, alterar, trocar, transferir, converter.
Substituir sem livre escolha.
Trocar, de repente, um falso-íris por uma flor de Íris.
Transferir, contrariadamente, o direito da colheita.
Converter, esperançosamente, a incerteza em sucesso.
Tantos sinônimos para um ônus momentâneo, tantas mudas de dias que ainda não se realizaram e outra quantia de sonhos recém projetados.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
TRAVESSEIRO: SEMPRE COMPANHEIRO.
Após suportar mais um dia inteiro,
Do nada, sem agendamento,
Surgiu uma necessidade de esvair-se num pranto reparador,
Não havia dor, mas era preciso soluçar de tanto chorar.
Enquanto o tempo repousava, um choro salutar aconteceu.
Não tão demorado que causasse desitração,
Nem tão rápido que parecesse choro técnico,
Apenas com a duração suficiente para sentir-se leve
E respirar desejo de vida, de novo.
Do nada, sem agendamento,
Surgiu uma necessidade de esvair-se num pranto reparador,
Não havia dor, mas era preciso soluçar de tanto chorar.
Enquanto o tempo repousava, um choro salutar aconteceu.
Não tão demorado que causasse desitração,
Nem tão rápido que parecesse choro técnico,
Apenas com a duração suficiente para sentir-se leve
E respirar desejo de vida, de novo.
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PRANTO REPARADOR; DESABAFO; ESCAPE.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
EXISTÊNCIA: AGREGAÇÃO SUBJETIVA
Quando o dia já escurecia e a noite vinha fria,
Alguém comentou que minha fala denunciava minha origem.
Quando a viagem somava horas de conversa e a distância diminuia,
Expliquei que tudo não passara de um ingênuo engano.
A minha linguagem não nascera no interior do Paraná,
Não fora a única por mim articulada
E nem Pitanga era sua exclusiva fonte.
Quando olhos e testas denunciavam o assombro,
Mentes aturdidas me observavam
E ouvidos inquietos aguardavam o desfecho,
Esclareci que tal qual Meu Eu, minha linguagem não é de lugar físico nenhum.
Minha linguagem é mentalmente existente, do exato lugar do Meu Eu!
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