Passearei pela XV sem horário marcado e verei vidas enquanto 2011 terminal respira com os dias contados. Olharei cenas impensadas e tão repletas de verdade que dará enorme vontade de encená-las. Fotografarei aquele estranho plenamente realizado empurrando sua bicicleta com uma garrafa de sidra bem presa na garupa! E antes que o fôlego acabe, tenho que gritar tão alto que minha voz seja ouvida em toda Curitiba, em alguns espaços de Guarapuava, Santa Maria do Oeste, Pitanga, Iretama, Londrina e ainda Mato Grosso, Rondônia, Minas Gerais, como também em outros pontos marcados em Portugal, Itália, França e, óbvio, no Céu: ainda há tempo para viver!!!!!!!!! Feliz Natal, sonhos realizados e outros tantos para impulsionar vontade de vida!!!!
ESCREVER PORQUE A MENTE DE REPENTE TRANSBORDA E AS PALAVRAS TRADUZEM A INQUIETAÇÃO OU QUIETAM O CÉREBRO.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
Curitiba cresce enquanto as pessoas mudam e alguém enlouquece.
Sobre a manta asfáltica veículos se acumulam e
Sobre sonhos congestinados outros pululam.
No céu as nuvens não têm pressa.
Na terra, hoje, o tempo não passa,
Enquanto o relógio, indiferente, não descansa.
Mas tudo é só por agora.
Só, na vitrine bem iluminada do agora!
Sobre sonhos congestinados outros pululam.
No céu as nuvens não têm pressa.
Na terra, hoje, o tempo não passa,
Enquanto o relógio, indiferente, não descansa.
Mas tudo é só por agora.
Só, na vitrine bem iluminada do agora!
domingo, 23 de outubro de 2011
MUDAR, ar estranho em dias inéditos
Mudar: substituir, alterar, trocar, transferir, converter.
Substituir sem livre escolha.
Trocar, de repente, um falso-íris por uma flor de Íris.
Transferir, contrariadamente, o direito da colheita.
Converter, esperançosamente, a incerteza em sucesso.
Tantos sinônimos para um ônus momentâneo, tantas mudas de dias que ainda não se realizaram e outra quantia de sonhos recém projetados.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
TRAVESSEIRO: SEMPRE COMPANHEIRO.
Após suportar mais um dia inteiro,
Do nada, sem agendamento,
Surgiu uma necessidade de esvair-se num pranto reparador,
Não havia dor, mas era preciso soluçar de tanto chorar.
Enquanto o tempo repousava, um choro salutar aconteceu.
Não tão demorado que causasse desitração,
Nem tão rápido que parecesse choro técnico,
Apenas com a duração suficiente para sentir-se leve
E respirar desejo de vida, de novo.
Do nada, sem agendamento,
Surgiu uma necessidade de esvair-se num pranto reparador,
Não havia dor, mas era preciso soluçar de tanto chorar.
Enquanto o tempo repousava, um choro salutar aconteceu.
Não tão demorado que causasse desitração,
Nem tão rápido que parecesse choro técnico,
Apenas com a duração suficiente para sentir-se leve
E respirar desejo de vida, de novo.
Marcadores:
PRANTO REPARADOR; DESABAFO; ESCAPE.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
EXISTÊNCIA: AGREGAÇÃO SUBJETIVA
Quando o dia já escurecia e a noite vinha fria,
Alguém comentou que minha fala denunciava minha origem.
Quando a viagem somava horas de conversa e a distância diminuia,
Expliquei que tudo não passara de um ingênuo engano.
A minha linguagem não nascera no interior do Paraná,
Não fora a única por mim articulada
E nem Pitanga era sua exclusiva fonte.
Quando olhos e testas denunciavam o assombro,
Mentes aturdidas me observavam
E ouvidos inquietos aguardavam o desfecho,
Esclareci que tal qual Meu Eu, minha linguagem não é de lugar físico nenhum.
Minha linguagem é mentalmente existente, do exato lugar do Meu Eu!
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
OUTROS TEMPOS
Saí cedo, ainda com o dia dormindo.
Saí cedo neste dia, já que nos que ficaram para trás apenas fiquei.
Fiquei esperando que a satisfação viesse, e como ela não veio, saí.
Saí para reparar minhas verdades;
Saí para acelerar o carro e desejar que a crise do mundo se resolva rápido e tudo seja melhor escolhido;
Saí para ver a chuva ignorando os sem guarda-chuvas e molhando todos, inclusive eu, pois há momentos em que precisamos estacionar o que nos leva e ir com nossa própria vontade.
Saí para poder viver e rir destes dias tão insanos.
Saí cedo neste dia, já que nos que ficaram para trás apenas fiquei.
Fiquei esperando que a satisfação viesse, e como ela não veio, saí.
Saí para reparar minhas verdades;
Saí para acelerar o carro e desejar que a crise do mundo se resolva rápido e tudo seja melhor escolhido;
Saí para ver a chuva ignorando os sem guarda-chuvas e molhando todos, inclusive eu, pois há momentos em que precisamos estacionar o que nos leva e ir com nossa própria vontade.
Saí para poder viver e rir destes dias tão insanos.
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