Hoje era dia de passeio, fomos visitar o Museu de Objetos da Humanidade. Saimos cedo do colégio acompanhados de um vento cortante, colegas tagarelas como sempre e de uma professora com cara de "pouco amiga". O percurso não foi demorado, mas suficiente para especular sobre o que veríamos.
Entretanto nenhuma cogitação chegou perto do que o museu guardava. O objeto que mais me chamou a atenção foi o que os antigos chamavam de cinzeiro. O guia explicou que tal objeto era utilizado para jogar a cinza de uma droga chamada cigarro. Tive grande dificuldade em compreender, pois realmente eu não tinha a mínima ideia do que fosse um cigarro, cinzeiro ou fumante! O guia então calmamente explicou que o tal cigarro era basicamente uma quantia de uma planta chamada fumo, enrolado em papel e fumante era o consumidor dessa droga. Achei tão estranho! As pessoas daquele tempo acendiam o tal cigarro, inalavam a fumaça levando-a até o pulmão, após alguns segundos expeliam-na e assim faziam repetidas vezes até restar o que chamavam de "bituca". O mais impressionante é que até lei antifumo existia, pois o hábito era extremamente nocivo e ainda assim as pessoas fumavam.
Mais confuso ainda foi ver um cinzeiro de cristal, pois brilho e transparência não combinam com hábito tão nocivo. De fato, certas coisas só dá para acreditar após conhecer!