

Ir ao mercado, supermercado ou hipermercado é tarefa pouco prazerosa, ainda menos quando estamos com fome, aí parece que todas as gôndolas empanzinadas exalam cheiros que o cerébro logo encontra referências e o estômago ronca reclamando, se erramos o horário, piorou, a multiplicação de consumidores entre um corredor e outro é assustadora. Entretanto é nesse espaço que vezes repetidas nos deparamos com produtos recém "criados", pois se nos era desconhecido, era inexistente. Tais produtos nos intrigam e, por mais caros que sejam, nos dobramos à curiosidade e os adquirimos para degustá-los e assim retirá-los do rol dos estranhos. Com o mangostim foi exatamente assim! Olhei, não reconheci, toquei, não reconheci também, cheirei, totalmente desconhecido conclui. Comprei! R$ 15,98 paguei por 1000 graminhas da diferente fruta, mas comprei. Ao sair do mercado, evito ir aos carregados de superlativos (super, hiper), e entrar na "fila para casa" na hush hour minha boca salivava e como a Avenida Manoel Ribas fica lenta nesse horário, salivou, salivou e salivou até eu tentar provar a fruta no trânsito parado mesmo. Tentei, mas a casca era impossível de abrir sem o auxílio de uma faca, utensílio que obviamente eu não tinha no carro, enfim, frustrada com o insucesso tomei água em gutegute para suportar a espera. Tão demorado cheguei em casa, apanhei a difícil fruta, cortei-a ao meio e com uma colher de chá retirei os gomos brancos que há em seu interior e...
...hummm
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-Ufa! O sabor era esdrúxulo, mas também era bom!!!! Pena que uma não é suficiente para sentir.
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